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Santiago e Ilhas Cíes, Galiza, Espanha

A serenidade dos dias de verão parece longínqua e agora remete-nos para uma sensação de melancolia e saudade.


Desta vez não rumei ao mar das Caraíbas nem ao Oceano Pacífico para passar umas férias na praia. Às vezes, não é preciso ir tão longe para descobrir pequenos paraísos.


A costa da Galiza esconde segredos e lendas capazes de entreter o mais cético e aventureiro dos viajantes.

Há várias povoações, miradouros, ilhas e ilhotes na Galiza. Alguns destes locais são apenas penhascos inacessíveis, mas outros são habitados há milhares de anos.


Acompanhada pela Nicole, companheira de muitas peripécias, viajámos de comboio desde Madrid até Santiago de Compostela. Alugámos um carro, a cada dois dias descíamos a costa galega e trocávamos de alojamento. Provámos vinho Alvarinho em Cambados, desvendámos as lendas das meigas em Combarro, almoçámos em Pontevedra, dormimos numa casa rural em Aldán e terminámos a viagem a acampar nas paradisíacas ilhas Cíes.


Polvo grelhado com amêijoas no restaurante O Tixola, Santiago de Compostela, Galiza, Espanha.
Polvo grelhado com amêijoas no restaurante O Tixola.
A Praça do Obradoiro, Santiago de Compostela, Galiza, Espanha.
A Praça do Obradoiro.
Peregrina com a característica concha de vieira pendurada na mochila, Santiago de Compostela, Galiza, Espanha
Peregrina com a característica concha de vieira pendurada na mochila.
Pessoas frente à Catedral de Santiago de Compostela, Espanha, observando fachada antiga em pedra sob céu nublado. Turistas tiram fotos.
A Catedral de Santiago de Compostela.

O Livro V do Códice Calixtino, escrito pelo monge benedito francês Aymeric Picaud em 1160, é considerado o primeiro guia de viagens da história. Nele, o monge dava conselhos práticos aos peregrinos que iriam fazer o Caminho de Santiago. Séculos depois, esta prática continua viva e aqui vos deixo conselhos e recomendações para explorar a cidade.


Chegámos a Santiago de Compostela ao final do dia. Era julho, estávamos no pico do verão, mas na cidade havia um leve nevoeiro e uma chuva miudinha fazia brilhar as pedras de granito da calçada.


A Cidade Sagrada, um efervescente ponto de encontro de féis desde a Idade Média, é, hoje em dia, uma animada localidade repleta de jovens, com bares de tapas e restaurantes de marisco abertos até altas horas. Já se sabe, em Espanha, gosta-se de calle e tapeo. Na Galiza, não é exceção.


Entre a Rúa do Franco e a Rúa da Raiña, em porta sim, porta sim, há um desses restaurantes e em que a escolha é quase sempre acertada.

No dia seguinte, fomos explorar a cidade.


A Catedral de Santiago, impõe-se na praça do Obradoiro e impressiona pela majestosidade. Os peregrinos, com as mochilas às costas e a concha de vieira pendurada, repousavam no chão comtemplando a catedral, a meta depois de dias e dias de caminhadas intensas. A catedral recompensa com o seu potente espiritualismo os caminhantes e comove pela sua beleza os visitantes, como nós.


A associação de Santiago à Galiza remonta aos tempos romanos, quando o apóstolo evangelizou a Península Ibérica. Como o Império Romano era contra o cristianismo, Santiago foi decapitado por ordem de Herodes Agripa I no ano 44 em Jerusalém e os seus restos mortais foram transladados para a Galiza pelos seus discípulos.


Oitocentos anos mais tarde, um ermita seguiu um resplendor vindo do céu e deparou-se com o túmulo do Apóstolo. A descoberta foi considerada um milagre. O rei Afonso II das Astúrias e da Galiza ordenou a construção de uma capela e deslocou-se ao local. É considerado o primeiro peregrino a prestar culto ao apóstolo no santuário. A Catedral, construída no século XII, tornou-se num dos lugares de peregrinação mais importantes do cristianismo e atrai mais de 530 mil peregrinos por ano.


Na mesma praça da catedral, do lado esquerdo, focámo-nos no hotel Parador de Santiago. Esta cadeia de hotéis reabilita património históricos respeitando ao máximo as características originais dos edifícios. São autênticos museus possíveis de visitar, mesmo não estando hospedados nos hotéis.


Este Parador situa-se no antigo Hospital Real, edificado a mando dos Reis Católicos em 1499 para prestar auxílio e guarida aos peregrinos que faziam o Caminho até à tumba do Apóstolo. Era frequente os peregrinos serem assaltados por bandidos ou atacados por animais durante o Caminho e no Hospital Real podiam ser tratados.


Barco de pesca no mar azul sob céu claro, com ilhas e cidade ao fundo na Praia do Carreiro em O Grove, Galiza, Espanha.
A Praia do Carreiro em O Grove.
Rua pitoresca com casas de pedra e telhados vermelhos. Mulher sorrindo ao lado de placa, carro vermelho antigo, flores rosas. Céu azul. A vila de Cambados, Galiza, Espanha
A vila de Cambados.
Uma torre de pedra histórica com janelas pequenas. Trepadeiras verdes e flores roxas cobrem parte da fachada. Céu azul ao fundo. Adega do Palácio de Fefiñanes, Cambados, Galiza, Espanha.
O Palácio de Fefiñanes.
Três garrafas de vinho Albarino e um copo sobre uma mesa de madeira, com barris de carvalho ao fundo. Ambiente de adega. Adega do Palácio de Fefiñanes, Cambados, Galiza, Espanha
Degustação dos vinhos Alvarinho na Adega do Palácio de Fefiñanes.

Na manhã seguinte, despedimo-nos de Santiago, alugámos um carro e seguimos viagem para o nosso próximo destino.


A Península de O Grove e a Ilha da Tosa encapsulam a verdadeira essência da Galiza com as suas extensas praias de areia muito fina. Fomos passar lá o dia, perseguindo o sol que ao início da manhã se escondia atrás de densas nuvens. A primeira praia, a Lanzada, é um dos maiores areais da Galiza, onde é possível observar as Ilhas de Ons no meio do oceano Atlântico.


À medida que explorávamos a península, o sol apareceu e revelou as cores intensas do azul do mar do Norte. A ausência de banhistas em pleno mês de julho foi surpreendente. A água gelada do Atlântico não nos demoveu, e tomámos vários banhos.


Ao final do dia tínhamos uma marcação em Cambados, um dos principais centros de produção de vinho Alvarinho na Galiza.


Foi no ano 1170, que o D. Fernando II, Rei de Leão, concedeu a Cambados o título de "Muy Leal Villa". Desde essa época, que o esplendor ficou refletido nos paços e solares da aristocracia e fidalguia galega. Passear por esta vila pesqueira é algo imperdível.


Na praça de Fefiñanes, a mais imponente da vila, encontra-se o Paço com o mesmo nome, ainda hoje propriedade dos marqueses de Figueroa.


Nesta zona, a plantação de vinhas da casta Alvarinho remonta ao século XVI e Adega do Palácio de Fefiñanes, de 1904, é a mais antiga da região. Decidimos fazer uma prova de vinhos e ficar a conhecer mais sobre esta casta de vinho que partilhamos na zona norte do país.


O Bento, o cão galgo residente veio cumprimentar-nos à chegada. A Susana, a guia local, levou-nos pelo Paço para descobrir a arte da produção do vinho Alvarinho, o vinho branco de Denominação de Origem das Rías Baixas. No pátio, as vinhas estão plantadas verticalmente, a mais de um metro e meio do solo, para evitar a humidade e a uva arejar com os ventos do oceano, que carregam sal e sais minerais.

Passámos pelas salas de fermentação, envelhecimento e engarrafamento. A madeira de carvalho das barricas contrasta com o granito das paredes em plena harmonia.


Ao final do dia, caminhámos até à Torre de San Sadurniño, pelo passeio marítimo, para assistir ao pôr-do-sol. A Torre, hoje em ruínas, foi construída durante os séculos VIII e IX, para proteger a vila dos ataques marinhos dos vikings. 


Fachada de prédio de pedra com varandas floridas de gerânios vermelhos. Pessoas caminham e conversam em frente a restaurantes e lojas. Cambados, Galiza, Espanha.
Cambados.
Quatro senhoras idosas conversam sentadas em um banco de pedra contra uma parede de tijolos antigos na Igreja San Benito, Cambados, Galiza, Espanha.
A pôr a conversa em dia depois da missa na Igreja de San Benito.
Parede de pedras na parte inferior e revestimento de telhas de vieira rosa e branca na parte superior, criando um padrão escamoso. Cambados, Galiza, Espanha.
Fachada de uma casa revestida com conchas de vieira.
Mulher sorrindo com camiseta preta e casaco jeans em mirante, vê-se mar com barcos ao fundo e céu nublado. Sensação de tranquilidade. O Miradoiro de a Granxa, Galiza, Espanha
O Miradoiro de a Granxa.

De manhã cedo, foi altura de seguir viagem rumo a sul.


Parámos no Miradoiro de a Granxa para observar a Ria de Pontevedra. À tona da água, para além dos pequenos barcos de pesca, flutuava bateas, as plataformas de madeira usadas no cultivo do mexilhão, da ostra e da vieira.

 

"It is here that the furious waves, working like yeast, break against the half-hidden rocks, and, rising to a stupendous height, swoop down upon them with thundering noise even in the most smiling weather. It is here that corpses of unfortunate fishermen are so constantly washed ashore that the local papers announce such events almost without comment."

Galicia, The Switzerland of Spain, Annette   M.  B.   Meakin, 1909


Por todas as povoações que passámos, encontrámos construções de granito, suspensas em pesadas colunas, geralmente com uma cruz sob o telhado. Não demorámos a atribuir-lhe significado religioso, como se de pequenas capelinhas se tratassem. Nestas terras de pescadores e de constantes tragédias, a religião tinha um papel muito destacado.


No entanto, a sua funcionalidade era bem mais prática, serviam para armazenar os cereais. Os fortes ventos atlânticos atravessavam as ranhuras de pedra para os secar e as pesadas colunas que sustêm a construção mantinham os alimentos fora do alcance dos roedores. Os adornos com cruzes serviam para proteção.


É em Combarro que os espigueiros ou "palleiras", como são aqui conhecidos, adquirem maior expressão. Há 68 exemplares à beira-mar nesta aldeia de pescadores.


Outra característica da arquitetura popular são os cruzeiros, carregados de simbolismo. Outrora acreditava-se que na aldeia habitavam meigas, as bruxas que serviam o Diabo e espalhavam o mal. Estes pilares de granito encabeçados por uma cruz eram colocados sob locais mágicos, em encruzilhadas, onde frequentemente se reuniam as bruxas.


Não acredito que em Combarro haja magina negra. O encanto está nas casas marinheiras de dois andares, totalmente preservadas, com balcões e lojas na parte de baixo para guardar utensílios agrícolas e de pesca e adegas particulares, e nas ruas calcetadas em granito que se enchiam de flores para colorir a nossa passagem.


Casas coloridas e antigas à beira-mar na aldeia de Combarro, Galiza, Espanha.
A aldeia de Combarro à beira da ria.
Antigo celeiro de pedra com cruzes no topo, ao lado de planta verde, em frente a um lago com montanhas e céu nublado ao fundo em Combarro, Galiza, Espanha
Um espigueiro de Combarro.
Um cruzeiro, uma estátua de pedra de uma figura crucificada sobre um pilar ornamentado contra um céu nublado, em Combarro, Galiza, Espanha.
Um cruzeiro.
Homem em escada pintando varanda em rua estreita de pedra, cercada por flores rosa e placa de restaurante e casas marinheiras de Combarro, Galiza, Espanha
As casas marinheiras de Combarro.

Parámos para almoçar em Pontevedra e aproveitámos para explorar o centro da cidade.


A Plaza de la Leña é uma das praças mais emblemáticas, com as casas suportadas por colunas de pedra e varandas de madeira. Na parte de baixo, encontram-se as esplanadas de restaurantes. Sentámo-nos na tapería Loaira Xantar, onde o chef Iñaki Bretal, reinterpreta as tapas da região, valorizando a tradição e priorizando a qualidade dos produtos.  Também é responsável pelo restaurante vizinho Eirado da Leña, galardoado com uma estrela Michelin.


Seguimos viagem por estreitas estradas que serpenteiam pela paisagem inexplorada.


Ficámos duas noites em Aldán, uma aldeia costeira. Durante o dia, explorámos praias de sonho, quer extensos areais, quer pequenas calas, com chiringuitos onde almoçar com os pés na areia e sal no cabelo era requisito.


O mar fez-nos companhia a todas as refeições, no centro de Aldán há imensos restaurantes à beira-mar onde disfrutar do pôr-do-sol e o tempo detinha-se enquanto o mar recuava e avançava num compasso pausado.

Plaza de la Leña, em Pontevedra, com cafés ao ar livre, cobertos por tendas brancas. Casas históricas ao fundo, céu azul com nuvens. Atmosfera tranquila. Galiza, Espanha
Plaza de la Leña, em Pontevedra.
Arroz negro de choco, alga Nori e molho de alho assado e salada de salmão fumado no restaurante Loaira Xantar, em Pontevedra, Galiza, Espanha
Arroz negro de choco, alga Nori e molho de alho assado e salada de salmão fumado no restaurante Loaira Xantar.  
Praia movimentada com pessoas tomando sol e nadando. Guarda-sóis coloridos na areia. Mar azul e céu limpo com pinheiros ao fundo na Praia de Areacova, em Aldán, Galiza, Espanha
Praia de Areacova, em Aldán.
Mulher com óculos escuros e expressão relaxada, segurando copo de vinho e com um prato de volandeiras no restaurante O Com de Aldán. Fundo de paisagem costeira ao entardecer. Galiza, Espanha.
Volandeiras grelhadas no restaurante O Com de Aldán.

Ansiávamos por chegar ao último ponto no nosso roteiro. Desde Cangas, apanhámos o ferry que nos levaria ao paraíso das Ilhas Cíes.


O exuberante arquipélago, composto por três ilhas, é uma reserva natural protegida devido à sua biodiversidade. No Atlântico habita uma abundante vida marinha e nos densos bosques uma considerável colónia de aves, algumas autóctones.


O acesso é limitado para controlar o excesso de turismo. Um esforço de conservação necessário para preservar este ecossistema frágil, por isso quase não há infraestrutura turística. Três restaurantes simples, o porto onde atraca o ferry e um parque de campismo é tudo o que compõe a mão humana neste paraíso natural.


Passámos duas noites no parque de campismo, a única opção de alojamento na ilha.


Prescindir do conforto de um hotel, mas estar em plena conexão com a natureza, num local único, foi mais do que justificável. O ruído das gaivotas desertava-nos ainda de madrugada, os sentidos eram estimulados com o aroma a pinheiros e a brisa de água salgada que entrava pela tenda.


Disfrutámos de um dia inteiro na Praia de Rodas, um semicírculo de areia finíssima e branca e uma água de uma cor cristalina, mas gelada, onde os mergulhos eram calculados e depois de respirar várias vezes bem profundo.


Os dias que seguiram foram compostos por caminhadas por densos bosques até alcançar os faróis, leituras prolongadas debaixo das árvores, incontáveis fotografias de formações rochosas e praias selvagens. Jantávamos cedo, vimos o pôr-do-sol e tivemos longas conversas ao anoitecer. O oceano Atlântico, com o seu azul-escuro e imponente, rodeava este paraíso onírico por onde quer que olhássemos.


Ilha rochosa cercada por águas azuis sob céu claro. Vegetação verde cobre partes da ilha. Horizonte distante e clima sereno. A ilha de San Martiño, ilhas Cíes, Galiza, Espanha
A ilha de San Martiño vista do farol das ilhas Cíes, apenas acessível em barco privado.
Trilha em uma floresta verdejante sob céu azul. Árvores altas e samambaias ao redor, criando uma atmosfera tranquila e natural nas ilhas Cíes, Galiza, Espanha
A caminhada até ao farol pela densa vegetação da ilha.
Costão rochoso junto ao mar sob céu azul claro e nuvens suaves. O mar bate nas rochas transmitindo uma sensação de tranquilidade nas Ilhas Cíes, Galiza, Espanha
As paisagens agrestes das ilhas Cíes.
Praia com areia branca, céu azul e barcos ancorados. Pessoas relaxam sob um guarda-sol azul-branco. Montanhas ao fundo. Atmosfera calma na praia de Rodas, Ilhas Cíes, Galiza, Espanha
A praia de Rodas forma uma meia-lua perfeita.

Longe do bulício de praias abarrotadas e temperaturas asfixiantes do sul da Península, a Galiza oferece a combinação perfeita entre costas abruptas, paisagens arrebatadoras, montanhas verdejantes, aldeias com charme e uma riqueza gastronómica que nos vicia.


Agora entendo os mitos e lendas associados à costa galega, onde falésias e ilhas estão envoltos em magia e são habitados por feiticeiras. É difícil de acreditar que lugares com tamanha beleza são pura e simples realidade.



Como chegar | How to get there

Fomos de comboio desde Madrid até Santiago de Compostela. O Alta Velocidade demora, aproximadamente, três horas. Há autocarros desde o Porto, a viagem dura três horas e meia.

 

Requisitos de entrada | Entry requirements

Num esforço para preservar o ecossistema natural das Ilhas Cíes, o Governo da Galiza limitou o acesso diário a turistas. Para as visitar é necessário reservar a entrada no site oficial e é recomendável fazê-lo com antecedência para garantir vaga nos dias desejados. Recebem o documento de acesso às Ilhas Cíes no email com um código QR que terão de apresentar antes de embarcar no ferry. illasatlanticas.gal/gl 

 

Como se deslocar | How to move around

Para circular entre as várias cidades, alugámos um carro em Santiago de Compostela.

Para as Ilhas Cíes, fomos de ferry desde o porto de Cangas. Comprámos o bilhete com antecedência numa das navieras autorizadas. Só é possível comprar o bilhete de ferry, depois de ter a autorização do Governo da Galiza. www.piratasdenabia.com/ 

 

Onde dormir | Where to sleep

Hotel Arco de Mazarelos com uma boa localização no centro de Santiago de Compostela, este pequeno hotel é composto por paredes em granito e portadas de madeira. As janelas estão voltadas para uma praça sossegada. hotelarcodemazarelos.com/ 


Hotel Rural O Salazón em Cambados. Uma casa rasteira reabilitada como hotel rural com vários quartos. O pequeno-almoço é servido no restaurante da propriedade. A localização permitia-nos ir a pé até ao centro da aldeia. hotelruralsalazon.com/ 


Casa Xestadelo uma enorme casa rural em pedra com um pátio interior muito florido em Aldán. A Teresa, a proprietária, recebeu-nos de braços abertos. Os quartos são espaçosos e confortáveis. O pequeno-almoço era muito bom. casaxestadelo.com/ 


Parque de campismo das Ilhas Cíes. Como não há hotéis, alugámos uma tenda. A tenda era simples, mas espaçosa e a cama era bastante confortável, tinha um colchão e sacos-cama. A casa de banho é partilhada e é preciso pagar 20 cêntimos para ter água quente no duche. Já não acampava há muito tempo e desta vez valeu pela experiência de acordar com a luz do amanhecer e o som das gaivotas. Também podem levar a vossa própria tenda. www.campingislascies.com/ 

 

Onde comer | Where to eat

Viñoteca o Tixola um restaurante na principal rua de Santiago de Compostela. Comemos polvo grelhado com amêijoas e acompanhámos com um vinho branco Alvarinho. www.instagram.com/otixolavinoteca/ 


Nara situado numa praça minúscula, este restaurante asiático foi ideal para comer baos e noodles com um twist. naranoodlebar.eatbu.com/?lang=es 


Costa Vella fomos tomar o pequeno-almoço a este café escondido no meio de um jardim. Comemos croissants e tostas de tomate, azeite e presunto e bebemos um sumo de laranja natural. www.costavella.com/ 


Restaurante Cacao situa-se na antiga fábrica de Chocolates Raposo e a decoração mantém os traços industriais. Jantámos pequenas lulas grelhadas com uma emulsão de batata e alho francês. restaurantecacao.es/ 


As Pías um restaurante no centro histórico de Cambados, onde degustámos várias tapas espanholas e onde comprovei, pela primeira vez, que há pimentos de Padrón realmente picantes. cambados.es/es/item/as-pias-2/ 


Casa Abel em O Grove. Almoçámos tardiamente na esplanada deste restaurante. Provámos a tosta galega que consistia em pão rústico com polvo "Á Feira" e queijo Tetilla derretido.


Loaira Xantar na popular Praça da Leña, em Pontevedra. Um restaurante muito especial, onde almoçámos arroz negro de choco, alga Nori e molho de alho assado e uma salada de salmão fumado. Tudo delicioso. menuyvinos.com/loaira/ 


"Chiringuito" da praia de Areacova com uma vista privilegiada para o mar, este bar de praia oferece refeições ligeiras.


O Com de Aldán um restaurante sob a baía de Aldán, ideal para jantar pratos de marisco ao pôr-do-sol. www.instagram.com/ocondealdan/ 


"Chiringuito" Arrieiro uns dos restaurantes disponíveis na Praia de Lapamán, serviram-nos uma salada leve para disfrutar com a areia colada aos pés.

 

O que visitar | What to visit

Catedral de Santiago é a obra mais importante do românico em Espanha. Foi construída entre 1075 e 1128, em estilo românico, na época das cruzadas e durante a Reconquista Cristã. Acolhe o túmulo do apóstolo Santiago e as suas relíquias, por isso converteu-se num importante destino de peregrinação desde a Idade Média até aos dias de hoje. Foi declarada Património Mundial da UNESCO em 1985. Aberta até às 21h. Preço: catedral gratuita, museu e torre 12€.

 

Parador de Santiago o hotel de cinco estrelas situa-se nas antigas instalações do Hospital Real, na Praça do Obradoiro. Foi albergue, hospital, boticário e até continha uma Roda dos Expostos, para crianças abandonadas. É considerado um dos hotéis mais antigos do mundo. A porta de entrada impressiona pelo detalhe das esculturas que a adornam, desde Adão e Eva, passando pelas santas padroeiras da doença e morte, Santa Catarina e Santa Luzia, os doze apóstolos e medalhões com os bustos dos Reis Católicos, Fernando e Isabel. É possível visitar os pátios e os claustros, onde placas informativas oferecem uma visão da história do edifício desde a sua fundação até aos nossos dias. Aberto até às 18h. Preço: 3€.


Cambados uma pequena vila com construções com um ar monumental, varandas com flores e praças com muito encanto. Destaca-se o Palácio de Fefiñanes, construído no século XVI em estilo renascentista e a Igreja barroca de San Benito.


O Grove é uma pequena península situada da Ria de Arousa com uma grande variedade de praias, quer orientadas a mar aberto como resguardadas para o continente, quer com longos areais ou pequenas calas.


Praia da Lançada uma grande extensão de areia fina e dourada conecta de Sanxenxo com O Grove.


Praia do Carreiro encontrámos esta praia completamente deserta rodeada de uma densa floresta. 


Ilha da Toja ligada à península de O Grove por uma ponte, esta pequena ilha também tem praias muito bonitas. Visitámos a Ermida, também conhecida como Capela das Conchas, construída em 1909 e coberta de conchas de vieiras, um material resistente à penetração das chuvas atlânticas e muito bonito para decorar as paredes deste santuário.


Adega do Palácio de Fefiñanes é possível fazer uma visita à adega para conhecer o processo de elaboração do vinho Alvarinho e terminar com uma prova. É necessário reservar previamente. Preço: prova com um vinho custa 13€, com três custa 25€. www.fefinanes.com/es/ 


Miradoiro de a Granxa entre Sanxenxo e Combarro é obrigatório parar neste miradouro com vista para a baía da aldeia de pescadores Raxó.


Combarro uma aldeia piscatória com ruas estreitas e calcetadas com grandes blocos de granito a seis quilómetros de Pontevedra. Foi declarado Conjunto de Interesse Artístico e Pitoresco em 1972 por albergar umas das expressões mais genuínas da arquitetura popular galega.


Pontevedra umas das principais cidades da Galiza. A Real Basílica de Santa Maria Maior do século XVI é um dos melhores exemplares do gótico na região, contém influências do nosso estilo manuelino.


Praia de Areacova em Aldán. É uma praia pequenina entre rochas que formam uma pequena baía.


Praia de Lapamán um extenso areal com vários bares de praia, ideal para passar um dia entre mergulhos e longos passeios à beira-mar.


Ilhas Cíes são compostas pela ilha de Monteagudo e a ilha do Faro, unidas por uma passagem natural, e a ilha de San Martiño, desabitada e sem qualquer infraestrutura turística, apenas visitável de barco privado. A praia de Rodas forma uma meia-lua perfeita com areia branca e muito fina, foi declarada como "melhor praia do mundo" pelo jornal britânico The Guardian em 2007. A praia de Figueiras é mais pequena e reservada. É possível fazer pequenas caminhadas de alguns quilómetros até ao Farol para observar a melhor a dimensão das ilhas. São uma área protegida e os esforços de conservação são estritos. O acesso diário é limitado a 1.800 visitantes e há controlo do número de automóveis, construções turísticas e níveis de ruído e luminosidade.

 

Onde comprar | Where to shop

Bo Camiño uma loja com produtos típicos galegos, como as tartes de amêndoa típicas de Santiago, vinhos, licores e chocolates. bocamino.es/ 


Reizentolo uma loja de t-shirts, sweaters e tote bags com expressões típicas e mensagens divertidas em galego. Sem dúvida, um souvenir muito original. reizentolo.es/


Victoria aberta desde 1929, esta loja vende doces locais, empadas e pão, elaborados diariamente, e uma grande seleção de produtos gourmet. victoria1929.com



Aqui está o mapa com todos os locais mencionados no post:



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