Paris, França

Atualizado: 27 de jan.

Será que já foi tudo dito sobre Paris? Vou tentar evitar os clichés mais conhecidos e revelar alguns dos melhores segredos sobre a cidade que me fascina desde criança.


Entre o meu estágio na Embaixada, a tese de mestrado para escrever, a greve dos controladores aéreos, os horríveis atentados terroristas, o Campeonato Europeu do qual saímos vitoriosos e as intermináveis viagens diárias nos transportes públicos, consegui tirar o máximo partido da minha estadia na cidade.


"If you are lucky enough to have lived in Paris as a young man, then wherever you go for the rest of your life, it stays with you, for Paris is a moveable feast."

A Moveable Feast, Ernest Hemingway, 1964


É impossível conhecer a cidade na sua totalidade de uma só vez e criar um roteiro único e definitivo. Paris está sempre a evoluir, a ditar tendências, a alterar perspetivas, há novos lugares a abrir, exposições a inaugurar e jardins a renovar as suas folhagens ao sabor das estações. É uma cidade em constante movimento.


As possibilidades são tantas que cada pessoa é atraída para diferentes caminhos, consoante as suas preferências e vontades.


Pont Neuf; A vista desde o Arco de Triunfo.

Qualquer sábado de manhã, sem precisar de motivos, era perfeito para passear pela Île de la Cité. O ilhéu no meio do rio Sena é o núcleo de Paris, foi onde a tribo celta Parisii se instalou primeiramente.


A catedral Notre Dame absorvia toda a minha atenção. Contruída há mais de 850 anos, impõem-se pela austeridade gótica numa praça agitada. O burburinho da rua dissipa-se quando se cruzam as portas imponentes, impera um silêncio acolhedor. A verticalidade das suas colunas, as minuciosas estátuas, as relíquias, os tesouros e as rosáceas que filtram os vitrais multicolor dotam a catedral de uma aura etérea.


Contudo, a minha visita só ficou finalmente completa quando subi às torres. Para além da vista soberba, permitiu-me observar, de perto, as gárgulas companheiras de Quasimodo, o sineiro corcunda idealizado por Victor Hugo.


Notre Dame de Paris; A vista do cimo de uma das torres da catedral é apreciada pelas gárgulas; Um momento de calma num jardim parisiense; Bouquinistes no Quai de Montebello.

Descobri a Saint-Chapelle por um feliz acaso. Dentro do Palais de la Justice, esta discreta capela passa despercebida ao olhar do turista mais distraído. Mas o seu interior oferece-nos uma experiência única quando a luz do sol incide no arco-íris de vitrais do séc. XIII que forram as paredes sob um teto azul escuro com minúsculas estrelas douradas.


Nessas manhãs solarengas, abandonava a ilha em direção à rive gauche e submergia no Quartier Latin pelo Boulevard Saint-Michel, onde os meus avós viveram, durante muitos anos, no número 27.


No bairro da universidade Sorbonne, encontram todas as livrarias que possam imaginar, desde a recôndita Librairie Portugaise et Brésilienne à popular Shakespeare and Company, não faltando os bouquinistes, os livreiros que diariamente expõem aguarelas, postais e livros antigos em pequenos quiosques ao longo do Quai de Montebello e de la Tournelle.


Panteão Nacional; Vista das Galeries Lafayette; Livraria Shakespeare & Co.; Cour d'Honneur no Palais Royal.

A Île Saint-Louis, mais pequena, merece uma visita pelos seus adoráveis bares e boutiques. É um oásis de tranquilidade e uma das zonas mais românticas da cidade.


Atravessando a ilha, chegamos ao bairro Le Marais. O antigo bairro judeu é, hoje em dia, um dos mais alternativos. Aqui encontrava-me com os meus amigos parisienses para tomar o apéro numa esplanada, visitar as recém-inauguradas exposições de fotografia nas galerias de arte ou comer falafel em pão pita no Chez Marianne.


É também neste bairro que se encontra o Centre Georges Pompidou, visitei-o com a minha amiga Kaila, do Canadá. Tínhamos estudado arte contemporânea juntas em Amesterdão e este pareceu-me o sítio ideal para relembrar a nossa aprendizagem: obras de Basquiat, Duchamp e Miró enchem as salas. Na praça, há sempre artistas de rua e vendedores ambulantes de crepes e gauffres doces ou salgados. Comprámos um crepe com Nutella e deliciámo-nos sentadas junto à divertida fonte de Stravinsky.


À noite, seguimos para a Bastille, a zona ideal para jantar ou tomar algo nos seus íntimos bistrôs e tradicionais brasseries.


Vista exterior do Museu do Louvre, Paris, França
Museu do Louvre.

Em Paris, respira-se arte em todas as formas. A riqueza artística da cidade é infinita e as coleções dos seus museus guardam tesouros de incalculável valor.


O Museu do Louvre é imprescindível. Durante cinco vezes, levantei-me bem cedo para ir a este antigo palácio real. Estava determinada em conhecer a coleção completa do maior museu do mundo. As visitas eram demoradas, tentava decifrar cada pincelada dos quadros de Da Vinci e Delacroix, cada detalhe esculpido no mármore da Vénus de Milo ou da Vitória de Samotrácia.


Ao sair do Louvre sempre me propunha uma caminhada longa. Seguindo à letra o significado do verbo flâner, deambulava sem rumo pelas avenidas e boulevards de uma harmoniosa homogeneidade. Nada aqui foi feito ao acaso, a uniformidade dos edifícios e mansões em alturas, tons e materiais, os telhados negros e as fachadas trabalhadas fazem parte do cuidadoso planeamento urbanístico do Barão Haussmann durante o século XIX.


Museu d'Orsay; Estátua Vitória de Samotrácia no Museu do Louvre.

Nos dias de semana, chegava à Place Charles-de-Gaulle, presidida pelo colossal Arco de Triunfo, e aventurava-me de bicicleta a rodear as 12 avenidas que partem desta rotunda. Aqui o trânsito é caótico e tem prioridade quem entra na rotunda!


Quando a minha prima me foi visitar, decidimos subir ao topo do arco, daqui tem-se uma visão da perfeita geometria da cidade.


As visitas às boulangeries eram um ritual que cumpria criteriosamente, haverá algo melhor do que uma baguette estaladiça ou um croissant acabado de sair do forno? Com a Anocas na cidade, foi fácil estar de acordo sobre onde iríamos comer um brunch ou lanchar. Existem padarias Paul em qualquer bairro da cidade, por isso a paragem aqui para repor energias era obrigatória e uma desculpa para usar um pouco bonjour, s’il vous plaît, merci. Os parisienses levantam o sobrolho pelo sotaque mal disfarçado, mas agradecem o esforço.


Palácio e jardins de Luxembourg; Avenue des Champs-Elysèes; rio Sena.

Nenhum roteiro da ville lumière ficará completo sem mencionar a mais famosa torre do mundo. A Torre Eiffel, o exponente máximo da proeza tecnológica e ícone de Paris desde 1889, impõe os seus 324 m de altura todos os cantos da cidade, está omnipresente em cada miradouro que se visite. Contudo, é a Place du Trocaderó que oferece o cenário idílico para um postal (ou uma selfie, sejamos sinceros) de Paris.


À noite, os seus contornos ganham vida quando se acendem os milhares de luzes e a torre brilha em todo o seu esplendor, é um espetáculo imperdível.


Saint Chapelle; Hôtel de Ville; Torre Eiffel desde a Place du Trocadéro; Os famosos macarons da Landurée.

A visita a Paris poderá terminar sem um dia passado no mais charmant dos seus bairros: Montmartre. Uma insaciável fonte de inspiração para os pintores impressionistas. Usaram este bairro como atelier ao ar livre e apropriaram-se dos seus cabarés e salões de Arte Nouveau, no final do século XIX. Hoje, as obras de arte mais prestigiadas fazem parte das coleções permanentes dos musée d’Orsay, Picasso ou Rodin.


Com a banda sonora de Amelie Poulain a acompanhar-me os movimentos, subia a colina em direção à Basílica du Sacré-Coeur, parando na Place du Tertre para absorver o espírito boémio e a art de vivre parisien.

O cabaré Moulin Rouge; Pintor na Place du Tertre em Montmartre; Hôtel Plaza Athénée; Café Le Lutece.

Vivi nesta cidade com a intensidade de querer absorver tudo: o céu ora azul pálido ora rosa ou eternamente nublado, a multiculturalidade e dinâmica de cada bairro, as noites de verão à beira do rio Sena, o savoir faire francês, a importância da sua história.


Mas sinto que não foi suficiente. Paris deixou uma eterna saudade que só será combatida quando a revisitar, uma vez mais.

 

Como chegar How to get there

Paris tem três aeroportos e os acessos ao centro da cidade são muito fáceis. De Orly apanham o Orlyval, um elétrico muito rápido, até à estação Antony, custa 9,30€. O Charles de Gaulle tem acesso direto ao RER B, um comboio que vos leva até ao centro por 1,90€. Beauvais está a 85km de Paris, têm um autocarro direto para Paris. A viagem demora 1h15m e custa 15,90€.

Há voos diretos desde Lisboa, Porto e Faro.


Como se deslocar How to move around

Paris está organizada em 20 distritos, os arrondissements, que se desfazem em caracol desde o 1er arrondissement. Andar a pé em qualquer um deles é maravilhoso, mas pode ser esgotante porque as distâncias são enormes.

A rede de metro em Paris é incrível pela sua extensão, ligações e rapidez. Conseguem facilmente mover-se de uma ponta à outra da cidade.

Também dispõem de 5 linhas de comboios, os RER, que vos levam até às zonas periféricas.


Onde dormir Where to sleep

A oferta hoteleira em Paris é vastíssima, embora os preços não sejam os mais acessíveis. Recomendo procurar hotéis, hosteis ou airbnbs pela zona do Le Marais (3e e 4e arrondissements), Quartier Latin (5e arrondissement), Bastille (11e arrondissement) e Montmartre (18e arrondissement).


Caulaincourt Square Hotel um hotel pequenino no centro de Montmartre foi a escolha ideal para uma estadia de 3 dias na capital francesa. Tem uma ótima localização, próximo da estação de metro Lamarck - Caulaincourt, os quartos são pequeninos e acolhedores. O pequeno-almoço é simples, mas incluía um croissant estaladiço que nos dava a energia necessária para começar o dia. https://caulaincourt.com/


Onde comer Where to eat

A cuisine française é famosa no mundo inteiro. França é o país, por excelência, dos queijos e dos vinhos e a sua doçaria não é equiparável a nenhuma outra. Em Paris encontram do melhor e não há cidade que tenha os mercados mais apetecíveis, as boulangeries (padarias) mais delicadas, as patisseries (pastelarias) mais requintadas, os bistrôs (cafés) mais elegantes e as brasseries (cervejarias) mais animadas.


Pink Mamma um restaurante italiano muito "instagramável" em Montmartre. Ainda salivo cada vez que penso na La Fameuse Pâte à la Truffe, a massa al dente de trufa, cogumelos e mascarpone. É necessário reservar com antecedência. https://www.bigmammagroup.com/en/trattorias/pink-mamma


Les Bombistrots a recomendação de um amigo parisino levou-nos até este aconchegante restaurante de comida tipicamente francesa, no bairro 12ème. Dividimo-nos entre o Magret de Canard, o risotto de gambas e parmesão e as Noix De Saint-Jacques, vieiras com fondue de alho-francês, e provámos um bocadinho de cada, acompanhando com um copo de vinho tinto. https://www.lesbombistrot.com/


La Crêperie a simplicidade do nome bastou-nos para confirmar que no menu encontramos crepes e galettes com todos os ingredientes possíveis, doces ou salgados. Localizada no Quartier Latin, muito perto da Universidade Sorbonne, o ambiente é descontraído e os preços acessíveis. https://www.facebook.com/lacreperiesoufflot/?ref=page_internal


O que visitar What to visit

1er arrondissement

Musée du Louvre é o maior museu do mundo. Este antigo palácio real abriu as suas portas em 1793. O seu espólio tem um valor incalculável e abrange quase 5000 anos de arte. Contém peças egípcias, esculturas gregas, azulejos islâmicos, cerâmica chinesa e pintura renascentista europeia até 1848. A pirâmide de vidro de 1989 é da autoria de I. M. Pei e ao entrar pelas Galerias da Rue Rivoli, podem ver a pirâmide invertida gratuitamente. Aberto até às 18h. Preço 17€, entrada gratuita até aos 25 anos. www.louvre.fr/en

Pont des Arts uma ponte pedonal em ferro famosa pelos “cadeados do amor”. Casais de todo o mundo selavam o seu amor com um cadeado e atiravam a chave ao rio Sena. Devido ao peso extra na ponte, estimado em 50 toneladas, os cadeados foram retirados. No entanto, ainda se pode observar uma pequena parte preservada.


Jardin de Tuileries entre o Museu do Louvre e a Place de la Concorde, este jardim é um dos mais bonitos, agradáveis e movimentados. Foi desenhado em 1664 pelo mesmo autor que projetou os jardins do palácio de Versalhes. O Arco do Triunfo do Carrossel, mandado construir por Napoleão, faz a separação entre o Louvre e os jardins.


Palais Royal e jardins atualmente acolhe o Ministério da Cultura e o Tribunal Constitucional. O seu pátio (Cour d'Honneur) é muito famoso por albergar, desde 1985, uma instalação artística de Daniel Buren composta por colunas brancas e pretas.


3e e 4e arrondissements

Le Marais um bairro que mantem as origens medievais e, atualmente, um dos mais cool de Paris. Tem lojas diferentes, bares alternativos e galerias de arte.


Place des Voges a praça mais antiga de Paris une o Le Marais com a Bastilla. As 36 casas de tijolo com os telhados muito inclinados rodeiam um pequeno jardim. O número 6 foi a residência de Victor Hugo, hoje uma casa-museu.


Centre Georges Pompidou um museu de arte moderna e contemporânea em que o polémico exterior não deixa ninguém indiferente. As escadas rolantes, tubagens, cabos elétricos, condutas de ar, pintadas cores garridas, estão visíveis do lado de fora para garantir o máximo espaço expositivo no interior. Aberto até às 20h. Preço 14€, entrada gratuita até aos 25 anos. www.centrepompidou.fr/en/


Hôtel de Ville na rive droite (margem direita) do rio Sena, é a Sede Municipal desde 1357, a atual Câmara Municipal da cidade, é um dos edifícios mais bonitos da cidade.


5e arrondissement

Notre Dame localizada na Ilê de la Cité, o pequeno ilhéu no centro de Paris. É a Catedral mais emblemática do mundo. Foi construída em 1163 e 1345 e imortalizada no romance de Victor Hugo Notre Dame de Paris em 1831, o que permitiu salvar este monumento gótico da demolição. 422 degraus elevam-se até às torres e permitem-nos ver as icónicas gárgulas de perto. Após o trágico e devastador incêndio de abril de 2019, a catedral encontra-se fechada.


Saint-Chapelle esta discreta capela gótica passa despercebida face à imponência da Catedral Notre Dame, muito perto, mas o seu interior proporciona uma experiência visual única graças às 15 janelas de vitrais que filtram uma luz reluzente de mil cores. Edificada em apenas 5 anos, foi terminada em 1248 para ser a capela privada do rei Luís IX e albergar as relíquias adquiridas durante as cruzadas à Terra Santa, como a coroa de espinhos de Jesus Cristo ou um fragmento da cruz de madeira (atualmente encontram-se no Tesouro da Notre Dame). Aberta até às 17h/19h. Preço 11,50€, entrada gratuita até aos 25 anos. www.sainte-chapelle.fr/en/


Bouquinistes os livreiros mais populares de Paris invadem as margens do rio Sena e dispõem livros antigos, postais e aguarelas em pequenos quiosques assemelhando-se a uma livraria ao ar livre.


Ilê Saint Louis atravessando a ponte com o mesmo nome, chega-se à segunda ilha de Paris, repleta de lojinhas e bistrôts cheios de encanto.


Quartier Latin localizado na rive gauche (margem esquerda) do rio Sena, é o bairro das letras ou “latino”, ganhou este nome porque a língua falada entre estudantes que frequentavam a Universidade Sorbonne era o latim.


Jardin du Luxembourg um jardim icónico com esculturas, lagos e um palácio. Foi mandado construir por Maria de Médicis em 1615 seguindo os modelos florentinos que lhe lembravam a sua infância. É o local ideal para praticar desporto, ler, apanhar sol ou para um simples passeio ao final do dia.


Pantheón o suntuoso edifício neoclássico do séc. XVIII é o sepulcro de algumas das mais importantes personalidades francesas: Marie Curie, Voltaire, Dumas ou Rousseau, entre outros. Aberto até às 18.30h. Preço 11,50€, entrada gratuita até aos 25 anos. www.paris-pantheon.fr/en/


7e arrondissement

Musée d’Orsay uma antiga estação de comboios datada de 1900 foi remodelada para receber o museu dos impressionistas por excelência: Degas, Monet, Cézanne, Van Gogh, Renoir, entre outros maestros da pintura francesa do período de 1848 a 1914. Aberto até às 18h. Preço: 16€, entrada gratuita até aos 25 anos. www.musee-orsay.fr/en/accueil.html


Tour Eiffel contruída para a Exposição Universal de 1889 em apenas dois anos, um tempo recorde. Contudo, a torre mais famosa do mundo não foi bem acolhida e estava previsto ser desmontada pouco depois da Exposição. Tem 324 m de altura, 1.662 degraus e elevadores, está dividida em três níveis para os visitantes. À noite, a cada hora e durante cinco minutos, milhares de luzes iluminam a estrutura de ferro e a torre sobressai em pleno. Aberta até às 18.30h/23.45h. Preço: varia entre os 10,40€ e os 25,90€. www.toureiffel.paris/en


8e e 16e arrondissements

Pont Alexandre III a ponte mais ricamente ornamentada de Paris. Quatro estátuas de Pégaso em bronze dourado ladeiam a passagem entre outras elaboradas decorações.


Place de la Concorde local onde Luís XVI e Maria Antonieta foram guilhotinados no auge da revolução francesa. Nesta praça sobressai o obelisco egípcio em granito rosa adornado com hieróglifos e com mais de 3000 anos, oferecido ao país em 1829.


Avenue des Champs-Elysèes com quase dois quilómetros de comprimento, é a avenida mais prestigiada de Paris. Une a Place de la Concorde ao Arc de Triomphe. Concentra as grandes casas de moda francesas e internacionais.


Arc de Triomphe é o símbolo supremo das pretensões militares de Napoleão. Foi mandado construir pelo imperador em 1806, mas só ficou concluído 30 anos mais tarde. Em 1921, foi instalado sob o arco o Túmulo do Soldado Desconhecido como memorial às vítimas da I Guerra Mundial. Não se assustem com 284 degraus que é preciso subir para chegar ao terraço, a vista a 50 metros de altura é imperdível, conseguem ver na perfeição as 12 avenidas de Haussmann que começam a partir do arco. Aberto até às 19h/22.45h. Preço: 13€, entrada gratuita até aos 25 anos. www.paris-arc-de-triomphe.fr/en/


9e arrondissement

Opéra Palais Garnier inaugurada em 1875, foi o palco predileto para assistir aos bailados russos durante a Belle Époque. Ficarão retidos por alguns minutos a olhar para os detalhes sumptuosos que decoram toda a fachada. No auditório, as paredes revestidas a folha de ouro e as cadeiras de veludo vermelho contrastam com a pintura multicolor da cúpula do auditório de Marc Chagall de 1964. Para além da sua programação de espetáculos, é possível agendar visitas guiadas. https://www.operadeparis.fr/en


18e arrondissement

Montmartre o bairro das artes situa-se no cimo de uma colina. Aqui viveram artistas de renome, como Van Gogh ou Picasso. A Place du Tertre ainda hoje concentra vários pintores, é passagem obrigatória para sentir o ambiente do bairro mais boémio de Paris.


Moulin Rouge esta famosíssima sala de espetáculos abriu em 1889 e é o berço do atrevido cancã. O moinho vermelho a girar no terraço é a sua imagem de marca. Este cabaré, bailarinas e clientes foram a grande fonte de inspiração do pintor Toulouse-Lautrec. www.moulinrouge.fr/?lang=en


Sacré-Coeur a Basílica do Sagrado Coração foi contruída em memória dos mortos da Guerra Franco-Prussiana em 1875. É possível subir à sua cúpula, o segundo ponto mais alto de Paris depois da Torre Eiffel. www.sacre-coeur-montmartre.com/


Le Mur des Je t’aime um mural de azulejos com a inscrição “eu amo-te” em 250 línguas atrai casais apaixonados do mundo inteiro para o fotografar.


Onde comprar Where to shop

Shakespeare & Co. a lendária livraria fundada em 1951 foi o refúgio e espaço de encontro de escritores, poetas, pensadores, artistas e filósofos. As famosas tertúlias prolongavam-se pela noite dentro e ainda é possível ver a cama onde Ernest Hemingway ou F. Scott Fitzgerald pernoitavam. shakespeareandcompany.com/


Galeries Lafayette um centro comercial repleto de marcas de luxo. No interior, a cúpula de vidro de 1912 situada a 42 metros de altura do solo é um excelente exemplo de Art Nouveau. No terraço, têm uma das vistas mais privilegiadas da cidade, a entrada é gratuita.

 

Aqui está o mapa com todos os locais mencionados no post:



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