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Deli, Agra e Jaipur, Índia

Atualizado: há 1 dia

Quando surgem oportunidades únicas, não se pode duvidar em aproveitá-las e foi exatamente o que aconteceu com esta viagem. Fomos para Índia em outubro, uma das melhores épocas para visitar o norte do país, quando a humidade não se cola ao corpo e o calor é suportável.


O país possui com uma história antiga e complexa para além de uma cultura rica e vibrante e eu estava determinada em absorvê-las ao máximo. Durante toda a viagem o espasmo de admiração foi recorrente.


A dimensão do país é tal, que os números aos olhos de uma portuguesa parecem astronómicos: tem 1.5 bilhões de habitantes – é o país mais populoso do mundo, mas apenas o sétimo em dimensão.


Há vinte-e-duas línguas oficiais, mais de mil dialetos, zonas em que o inglês é amplamente falado, mas também aldeias vizinhas onde as pessoas não se entendem.


O hinduísmo é a religião predominante, no entanto há 200 milhões de muçulmanos e 28 milhões de cristãos, o que corresponde a apenas 2,3% da população.


Depois da retirada dos ingleses em 1947, esta nação já enfrentou duas guerras contra o Paquistão e uma contra a China. Contudo, esperam-se tempos de prosperidade.


Tem uma economia em puro estado de desenvolvimento, considerada a quarta a nível mundial. No entanto, a disparidade entre classes sociais é muito marcada e o sistema ancestral da divisão por castas, apesar de proibido por lei, ainda subsiste no quotidiano de muitas famílias.


Sendo um país com uma heterogeneidade enorme, é impossível condensar toda a diversidade numa só visita.


Nesta viagem, concentrámo-nos no Triângulo Dourado da Índia, formado por Nova Deli, a capital do país, Agra, onde se encontra o Taj Mahal, e Jaipur, a capital do estado do Rajastão.


Colunas do templo hindu em Qutub Minar, Nova Deli, Índia
Colunas do antigo templo hindu em Qutub Minar.
O minarete de Qutub Minar, Nova Deli, Índia
O minarete de Qutub Minar.
mercado Chadni Chowk, Old Dehli, Índia
Passeio de rickshaw pelo mercado Chadni Chowk.
Equilibrista numa corda no mercado Chadni Chowk, Old Dehli, Índia
Equilibrista numa corda no mercado Chadni Chowk.

Iniciei o dia com um bom chai com chá preto, leite e especiarias, como cardamomo, canela, gengibre e anis, essencial para despertar todos os sentidos e combater o jet lag.


O Sing, o nosso guia local, esperávamos à porta do hotel. Acompanhou-nos durante toda a viagem e não permitiu que nenhum monumento ficasse por conhecer, nem detalhe por explicar. As piadas sobre as peculiaridades do seu país também foram recorrentes e não deixavam ninguém indiferente.


Começámos por explorar Nova Deli, onde a herança colonial britânica é mais representativa.


Para conhecer a capital da Índia temos de nos mover ao ritmo da cidade e deixar-nos levar pela multidão de 22 milhões que não cessa.


Perguntámo-nos várias vezes se existiam regras de trânsito, porque ninguém parece segui-las. Os semáforos e as passadeiras servem apenas de adorno no asfalto desgastado. As buzinadelas são constantes. As ruas estão impregnadas com motas, carros, autocarros, bicicletas, rickshawstuk tuks, carroças, peões e vacas.

 

Fizemos uma paragem no Templo de Akshardham onde tivemos de abandonar os telemóveis e câmaras fotográficas à entrada. A frustração por não poder registar o monumento nem com uma fotografia, dissipou-se ao dar-me conta que talvez tenha sentido a santidade e paz do lugar de uma forma mais intensa, sem ser através de uma lente.


Envolvemos todos os detalhes apenas com o nosso olhar. E que detalhes! O templo foi decorado até à extenuação. Há mais de 20 mil figuras de deuses, seres mitológicos, animais sagrados em desfile pelas paredes, colunas e muros, todo um imaginário exuberante. É um local onde os fiéis se juntam para rezar, descansar nos jardins e fazer picnics. Respira-se tranquilidade, riqueza, cor e espiritualidade em doses iguais.


Ao anoitecer, visitámos o Qutub Minar, no sul de Deli. O minarete de tijolo com 72,5 metros de altura, pertencia a uma antiga mesquita muçulmana do século XIV e é um importante exemplo da arquitetura índio-islâmica. Relevos de arabescos e versículos do Corão decoram a torre até se perderem de vista na imensidão da noite.


A cidade exala opulência e pobreza a um ritmo vertiginoso. Templos hindus convivem, nem sempre pacificamente, com mesquitas muçulmanas. Arranha-céus espelhados refletem a miséria e a sujidade. Os cheiros intensos dos mercados de rua contrastam com os aromas perfumados do incenso que os restaurantes mais chiques exalam.


A gastronomia indiana é muito marcante, não é para todos os gostos. Há muita diversidade em todo o país, mas o que une todos os sabores é o intenso uso de especiarias – as que o nosso Vasco da Gama conseguiu alcançar por via marítima pela primeira vez em 1498. A grande maioria dos hindus são vegetarianos então arroz e lentilhas são a base de muitos pratos, junto com vegetais muito condimentados. O pão típico, naan, acompanha qualquer refeição.


Fachada da mesquita Jama Masjid Old Dehli, Índia
A mesquita Jama Masjid.
Preparação para a oração no pátio da mesquita Jama Masjid Old Dehli, Índia
Preparação para a oração no pátio da mesquita.
família na mesquita Jama Masjid Old Dehli, Índia
Família na mesquita Jama Masjid.

No segundo dia da viagem, visitámos Old Delhi e o contraste não podia ser mais avassalador. Na antiga capital do Império Mogol, as ruas são estreitas e labirínticas.


Para a explorar andámos de rickshaw, os triciclos típicos da Ásia. O nosso condutor, cuja estatura delgadíssima não antevia grandes aventuras, pedalou pelo mercado Chadni Chowk com ímpeto, penetrando num caos de trânsito, pregões, lojas minúsculas e bancas atafulhadas dos mais diversos artigos, buracos alagados na estrada, escombros e pilhas de lixo.


Os estímulos estavam por todas as partes. Uma rapariga fazia equilibrismo em cima de uma corda enquanto sustentava vasos de barro na cabeça, uma senhora alimentava pombas para atrair bom karma e dezenas de pessoas ora se juntam, ora se separam, se misturam e dispersam pelas ruas, praças e ruelas como se fossem cristais a girar dentro de um caleidoscópio.


Parámos à frente de uma alta escadaria e quando transpusemos os arcos, o ruído foi abafado pela calma e serenidade que reinava na Jama Masjid.


A maior mesquita da Índia, construída em mármore branco e o arenito vermelho no século XVII, foi o último sonho do imperador mogol Shah Jahan, o mesmo que mandou construir o Taj Mahal.


Nessa manhã, estavam a dispor os tapetes no pátio e a preparar a mesquita para os vinte-cinco mil fiéis muçulmanos que frequentam diariamente a mesquita.


Comboio na estação de Deli, India
Comboio para Agra.
Varredora na estação de comboios Hazrat Nizamuddin, em Nova Deli, Índia
A limpeza da estação de comboios Hazrat Nizamuddin, em Nova Deli.
Mulher à janela do comboio em Agra com mão pintada com henna, Índia
A chegada a Agra.
Crianças indianas em Agra, Índia
Crianças entusiasmadas pela nossa chegada à estação.

Andar de comboio na Índia é toda uma aventura e começa logo na estação. A azáfama é recortada pelos bagageiros oficiais que exibem uniformes vermelhos e agilmente empinam malas na cabeça para atravessar a multidão que se concentra nas vias, escadas e corredores. 


O Sing informou-nos que uma viagem de comboio de Nova Deli até Querala, no sul do país, demora quarenta e oito horas. O nosso percurso até Agra durou duas horas e pareceu-nos bastante aceitável. A bordo, há entretenimento, venda de refeições e chá.


À medida que o comboio abrandava, das grandes janelas, olhávamos para as pessoas entretidas nas suas vidas, mas que por segundos paravam e devolviam-nos o olhar com igual curiosidade.


Chegando à Agra, o rebuliço continua com tuk tuks a atravessar à frente de vacas e peões, motorizadas a apitar para tentar furar o trânsito caótico.


Agra orgulha-se de exibir a mais bela e maior prova de amor do mundo, o Taj Mahal.


Surpreendemo-nos com o espetáculo decorria na entrada. Havia uma agitação e entusiasmo palpável ao redor das portas do Taj Mahal. Dezenas, centenas de indianos vestiram as suas melhores roupas para ir visitar, quase todos pela primeira e única vez, o monumento mais importante do seu país. É fascinante como as pessoas aqui abraçaram a cor e a incluem na sua vida quotidiana. Uma miríade de sarees e turbantes coloridos aflorava pelo portão.


Como uma lágrima de mármore suspensa, o Taj Mahal surge imponente na paisagem.


A história da sua edificação é triste e melancólica. No leito da morte da sua esposa Mumtaz Mahal, depois de dar à luz o décimo-quarto filho, o Imperador Shah Jahal prometeu-lhe que iria construir um mausoléu único onde fosse recordada para a eternidade.


Majestosidade, pesar e melancolia estão espelhados no mármore muito branco, nos arcos pishtaq e no despojamento de decoração figurativa. Apenas elaborada caligrafia árabe, arabescos e pequenas flores de pedras semipreciosas incrustadas adornam o exterior do monumento.


O momento solene que se vive no interior é quebrado com espetáculo de luz e cor do exterior, famílias sentam-se no chão e muros, crianças correm pelos longos jardins verdes e canais de água e há um corrupio de fotógrafos que vos garantem a melhor fotografia com o Taj Mahal como cenário de fundo. Jovens raparigas aproximavam-se tímidas e perguntavam se podia tirar uma selfie com elas, de seguida, os restantes membros da família perdiam a vergonha e juntam-se também à fotografia. Momentos divertidos que ficaram registados para a posteridade num telemóvel alheio.


Carros, motas, tuktuks em Agra, Índia
Azáfama e caos também em Agra.
Fachada do Taj Mahal, Agra, Índia
O Taj Mahal.

Durante a tarde, fomos conhecer o maior forte do país.


O Forte de Agra é um imponente símbolo de poder, cultura e criatividade dos mogóis e é, em toda a sua composição, uma fortaleza defensiva. Contém um fosso onde se encontravam crocodilos e serpentes, pontes levadiças, altas muralhas e muros a seguir a portões, para quando elefantes inimigos os transpusesse à força, chocassem imediatamente com a parede. A cidadela era inexpugnável.


A cor avermelhada do arenito confere uma beleza cálida ao complexo.


Uma vez transpondo as muralhas, encontramos um palácio magnífico de mármore branco ricamente ornamentado com relevos, incrustações com lápis-lazúli. Os esquilos nos jardins subiam velozmente as árvores e detinham-se esperando que alguém lhes entregasse um fruto seco.


Ao final do dia, quando o pôr-do-sol pintou de rosa os céus, uma melancolia assolou este lugar. Desde os balcões, a vista para o Taj Mahal à beira do rio Yamuna, é penetrante. Respira-se um passado de opulência, ambição, bravura, inveja, falsidade, usurpações e traições onde sultões e imperadores lutaram pelo poder.


A triste história do imperador Shah Jahan volta a cruzar-se com a nossa viagem neste forte. Viveu aqui os últimos oito anos da sua vida encerrado por um dos seus próprios filhos que reclamava o poder. Diz-se que quando o encontraram morto, estava, como não, sentado numa cadeira a contemplar o mausoléu da sua eterna amada.


Torre de vigia no Forte de Agra, Índia
Detalhe do Forte de Agra.
Criança com sarí no palácio de mármore, Forte de Agra, Índia
Uma criança vagueia pelas salas de mármore do palácio.
A vista do Taj Mahal junto ao rio desde o Forte de Agra, Índia
A vista para o mausoléu desde o Forte.
Retrato com crinaças indianas e vacas em Agra, Índia
A simpatia das crianças é inigualável.

Regressámos a Deli para apanhar um avião para Jaipur, uma cidade cercada por colinas coroadas por fortalezas, palácios, mansões e jardins.


O marajá Sawai Jai Singh II fundou a cidade em 1727 tornando-a a capital do estado do Rajastão. Sonhou com uma cidade onde pintores, artesãos, joalheiros e tecelões de todo o Império tivessem liberdade criativa para desenvolver a sua arte. Passados três séculos, o sonho perdura de forma magistral.


A própria cidade inspira artistas há gerações graças às fachadas rosas e verde pastel, ao bege suave, aos murais de flores pintadas à mão, aos arcos rendilhados e aos mármores de um branco que cega.


Começámos o dia a caminho do Forte de Amber a norte da cidade.


Elefantes circulavam pelas estradas, conduzidos pelo seu cornaca, no meio do trânsito.


Como esta região nunca foi conquistada pelos mogóis, nos templos e palácios perdura o uso da cor e da excessiva decoração, tão característico da arquitetura hindu.


 Os detalhes são impressionantes, os pátios e nichos estão decorados com frescos coloridos e existem salas em que cada milímetro das paredes e tetos estão cobertos com pequenos pedaços de espelho usando a técnica local thikri.


Este forte é escolhido por dezenas de jovens casais que, envergando elaborados sáris e kurtas, têm milionárias produções fotográficas anteriores ao casamento.


À saída, esperavam-nos vendedores sôfregos a impingir-nos objetos inverosímeis e tentavam negociar os preços enquanto descíamos a colina.


Elefantes no Forte Amber, Jaipur, Índia
Passeio de elefante no Forte Amber.
Fachada de um dos edifícios do Forte Amber, Jaipur, Índia
Detalhe de um dos edifícios do Forte.
Detalhes dos acessórios de uma rapariga indiana no Forte Amber, Jaipur, Índia
As sessões fotográficas pré-casamento são recorrentes.
Rapariga com vestido vermelho e frescos nas paredes do Forte Amber, Jaipur, Índia
Frescos nas paredes do Forte.

Durante a tarde, visitámos o Palácio da Cidade, que ainda é propriedade dos descendentes da família real de Jaipur.


Dentro do palácio, os guardas envergavam impolutos trajes brancos com um turbante vermelho vivo na cabeça e um bigode farfalhudo. Os sijs, facilmente identificáveis pelo uso do turbante, pertencem a outra corrente do hinduísmo em acreditam num único Deus, presente em todas as coisas. Debaixo do turbante esconde-se o cabelo que nunca foi cortado e que diariamente é enrolado num tecido de nove metros.


Uma vez transpondo a imponente porta de pedra do Palácio, adornada com delicadas pinturas de Krishna, perdermo-nos por uma autêntica ode à arte. Visitámos diferentes divisões decoradas com coloridos frescos e quadros, frisos de pedra esculpida, pórticos com faustuosos pavões e deuses que sussurram histórias à nossa passagem.


Cada minúcia merece a nossa atenção e nem Wes Aderson poderia imaginar tamanha simetria.


Passear pela "Cidade Rosa" é encantador e obrigatório. Em 1876 o marajá Sawai Ram Singh II não olhou a meios e mandou pintar as fachadas dos edifícios de rosa, para receber a visita do Príncipe de Gales, Albert Edward. Cada cor tem um significado na tradição hindu, o rosa simboliza hospitalidade e assim permaneceu até hoje.


À medida que embarcávamos de novo, os montes que rodeiam a cidade mudavam de cor assemelhando-se a expressões, os rosados do crepúsculo pareciam rubores, as sombras lembravam tristezas e os verdes associam-se a felicidade.


A Sala do Trono no Palácio de Jaipur, Índia
A Sala do Trono no Palácio de Jaipur.
Músico indiano com turbante, Jaipur, Índia
Músico de rua.
Elefante com coloridas pinturas em Jaipur, Índia
Um elefante caminha pelas ruas de Jaipur preparado para a celebração do Diwali, uma das festas religiosas mais importantes do hinduísmo.
Prato de chamuças, Índia
As famosas chamuças indianas.

Num país tão geográfica e culturalmente diverso, foi impossível abarcar tudo numa única visita.


Os hindus acreditam que a vida presente não é nada mais do que a reflexão das nossas ações numa vida passada. Com esta doutrina em mente, embarcámos numa jornada interior que pôs em causa as crenças que tínhamos assumidas para compreender outras formas de interpretar a vida. Abrimos os olhos e o coração a realidades chocantes e belezas inesperadas.


Esta viagem foi apenas o começo.


"Your beliefs become your thoughts,

Your thoughts become your words,

Your words become your actions,

Your actions become your habits,

Your habits become your values,

Your values become your destiny."

Mahatma Gandhi


Como chegar | How to get there

Viajámos desde Lisboa com a Ethiad Airways, fazendo uma curta escala em Abu Dhabi. No total, foram aproximadamente dez horas de viagem, mas o serviço de entretenimento e as refeições a bordo ajudaram a tornar a longa viagem mais suportável.


Requisitos de entrada | Entry requirements

É necessário pedir um visto de entrada para a Índia, podem pedi-lo online e custa 98$. indianvisaonline.gov.in/evisa/tvoa.html 

Não há vacinas obrigatórias.

 

Como se deslocar | How to move around

Em Nova Deli andámos sempre de autocarro entre os pontos de interesse. No bairro Old Delhi andámos de bicicleta rickshaw pelo mercado.

Desde a estação de comboios Hazrat Nizamuddin, em Nova Deli, viajámos para a Agra Cantt Railway Station na primeira classe do comboio Gatiman Express, a viagem durou duas horas. Os bancos são bastante espaçosos e serviram-nos snacks e chá.

Em Agra, fizemos um pequeno percurso em tuk tuk. Também usámos o metro para chegar ao Forte de Agra, muito moderno, limpo, seguro e rápido.

Apanhámos um voo interno desde Deli até Jaipur, demorámos 45 minutos. Em Jaipur, fomos de jipe até ao Forte Amber.

 

Onde dormir | Where to sleep

The Leela Ambience Convention Hotel Delhi um moderno hotel na zona este de Deli. O pequeno-almoço era abundante e, ao jantar, havia variedade entre pratos indianos, massas e pizzas. Tem uma piscina com vista panorâmica para a cidade. www.theleela.com/the-leela-ambience-convention-hotel-delhi


Taj Amer um luxoso hotel de cinco estrelas em Jaipur com restaurante, bar e piscina exterior do último andar. Os quartos são espaçosos e a decoração muito bonita. O pequeno-almoço era muito completo. www.tajhotels.com/en-in/hotels/taj-amer-jaipur 

 

Onde comer | Where to eat

Miso Sexy encontra-se num luxoso complexo com diversas lojas de roupa e restaurantes. Jantámos no rooftop ao ar livre com vista para o Qutab Minar. Os pratos são fusão entre a gastronomia da Índia e do sudeste asiático. www.misosexy.in/


Bizou Bizou este restaurante de decoração industrial encontra-se em Aerocity's Worldmark, uma zona moderna cheia de arranha-céus com escritórios, perto do aeroporto. bizoubizou.in/


Lord of the Drinks é um restaurante de dois andares com enormes janelas com vista para a Connaught Place. Com um ambiente elegante, este restaurante serviu-nos comida ocidental para fazer uma pausa nos pratos picantes da Índia. www.lordofthedrinks.in/ 


Palato Multi Cusine almoçámos buffet no agradável restaurante do hotel Taj, em Agra. Foi ideal para saborear diferentes pratos indianos vegetarianos com muitas especiarias e picantes. www.tajhotels.com/en-in/hotels/taj-agra/restaurants/palato


Samode Haveli parámos no restaurante deste hotel boutique em Jaipur para almoçar. Serviram-nos comida típica indiana numa sala com decoração clássica e elaborada, bem ao estilo do Rajastão. samode.com/samode-haveli/ 

 

Dera Amer Wilderness Camp uma reserva de elefantes em Jaipur. Jantámos debaixo das estrelas com espetáculos de dança e música ao vivo. www.deraamer.com/ 

 

O que visitar | What to visit

Templo de Akshardham construído em apenas cinco anos, foi consagrado em 2005. É o maior templo hinduísta do norte da Índia. O mármore que reveste as suas 244 colunas é originário de Carrara, Itália. Na base do templo, perfilam-se 148 elefantes de tamanho real em arenito rosa do Rajastão. Devido às fortes medidas de segurança, não é permitido levar nenhum objeto eletrónico, incluindo telemóveis, relógios digitais, baterias portáteis, câmaras fotográficas. Temos de nos descalçar para visitar o interior do templo. Aberto até às 18.30h. Gratuito. akshardham.com/

 

Qutub Minar um ícone da arquitetura indo-islâmica e Património Mundial da Humanidade. Este minarete foi construído pelos muçulmanos do Afeganistão que aqui se instalaram depois da queda o reino hindu em 1193. A torre e as ruínas da mesquita assentam sobre um antigo templo hindu. Algumas colunas ainda exibem esculturas hindus cujos rostos foram destruídos. Há um espetáculo de luzes que ilumina o minarete todas as noites. Aberto até às 20h.

 

Jama Masjid foi construída em 1656 por mais de 6000 trabalhadores a mando de Shah Jahan, o mesmo imperador que ordenou a construção do Taj Mahal. Há três portões de acesso: um para os cidadãos, outro para os nobres e o último para o imperador. As arcadas estão à exata altura que supõe a passagem de um elefante com o seu cornaca e o palanquim. nas suas costas. Os imãs da mesquita continuam a ser descendentes diretos do primeiro imã, nomeado pelo imperador Shah Jahan. À entrada, dão-nos roupa para cobrir os ombros e os joelhos e é preciso descalçarmo-nos.

 

Raj Ghat é o local para onde transladaram as cinzas de Mahatma Gandhi depois do seu assassinato em 1948. O memorial encontra-se num amplo jardim com estrutura cubica de mármore negro com uma chama eterna no centro. O local reflete a simplicidade da vida do “Pai da Nação”. Pessoas de todas as idades vêm aqui prestar homenagem ao líder do movimento nacionalista e maior símbolo de resistência pacífica pela independência da Índia do Reino Unido. O líder representa a liberdade e a luta contra exploração, discriminação e domínio britânico. Ainda hoje é venerado com intensidade e todas as notas do país têm o seu rosto. É necessário retirar os sapatos para visitar o local.

 

Taj Mahal erguido em Agra, está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO e é considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. O mausoléu foi construído em meados do século XVII e foram precisos 22 anos e 20.000 homens para o construir. O mármore branco foi extraído a 320 km de distância na zona do Rajastão e foi transportado para o local por mais de 1000 elefantes. A cúpula principal é formada por uma flor de lótus virada para baixo, simbolizando a morte. A decoração é simples, mas muito bonita com incrustações de pedras semipreciosas para em formas de lírios, túlipas, narcisos, jasmim, tudo flores sagradas. As lendas multiplicaram-se ao longo dos séculos e conta-se que o imperador mandou cortar as mãos dos artesãos uma vez finalizada a obra para que nunca mais produzissem tamanha beleza. A simetria da construção à volta do túmulo da imperatriz é exímia, uma particularidade da arquitetura mogol. Anos mais tarde, o túmulo do imperador foi colocado a seu lado, sendo o único elemento que não é simétrico em todo o monumento. Os quatro minaretes de 40 metros de altura não estão posicionados a 90º em perpendicular com o solo, estão ligeiramente inclinados para fora para que, em caso de terramoto, não se derrubem para cima do templo. No complexo, há também duas mesquitas laterais. Aberto do nascer ao pôr-do-sol. Preço: 1100₹. www.tajmahal.gov.in/ 

 

Forte Vermelho de Agra encontra-se nas margens do rio Yamuna a três quilómetros do Taj Mahal. Foi construído entre 1565 e 1573 pelo terceiro imperador mogol Mughal Akbar e foi a principal residência da dinastia até 1638, quando a capital foi transferida de Agra para Deli. Ao longo de 200 anos, sofreu várias alterações e estão presentes vários estilos arquitetónicos. As muralhas têm mais de vinte metros de altura e protegem uma autêntica cidade composta por vários edifícios, palácios, poços e uma mesquita. Aberto do nascer ao pôr-do-sol. Preço: 650₹.

 

Forte Amber construído no século XVII por Maharaja Man Singh, o general mais bem-sucedido do imperador mogol Akbar. Encontra-se a onze quilómetros a norte de Jaipur e está cercado por muralhas que oferecem uma vista panorâmica para o lago Moat.

 

Jal Mahal construído sobre o lago Man Sagar, encontra-se a oito quilómetros de Jaipur. É conhecido como o Palácio da Água por se encontrar rodeado deste elemento.

 

Palácio da Cidade é um complexo impressionante de palacetes, jardins e pátios requintados, repletos de arte decorativa e portas esculpidas. O museu do Palácio abriga coleções de manuscritos raros, armas, trajes, tapetes, pinturas em miniatura e variados utensílios. Não estão todos os edifícios abertos ao público, porque a família real ainda habita em algumas zonas do Palácio.


Hawa Mahal um postal emblemático de Jaipur e uma ode ao rosa da cidade, também conhecido como o Palácio dos Ventos. Foi construído em 1799 e a fachada elaborada tem um total de 953 janelas através das quais as damas da corte costumavam observar os acontecimentos diários sem serem vistas.

 

Onde comprar | Where to shop

Connaught Place numa das zonas mais emblemáticas de Nova Deli, conhecida pelo seu estilo arquitetónico colonial britânico, há pequenos vendedores de rua que expõem bolsas, carteiras, quadros, lenços à frente de lojas emblemáticas como a Levi’s, Nike e H&M.


Palika Bazar um centro comercial subterrâneo em Nova Deli com lojas de todo o tipo: telemóveis, cintos, roupa e lenços de pashmina, caxemira e de tecidos mais simples, mas com padrões únicos.


Johari Bazaar um famoso mercado em Jaipur. Vendem-se tanto pedras preciosas em bruto, como também elaboradas joias.


Shree Carpet & Textile uma loja com demostrações do fabrico manual de carpetes em teares e da estampagem com blocos de madeira primorosamente esculpidos. Há tecidos com padrões e combinações de cores para todos os gostos.



Aqui está o mapa com todos os locais mencionados no post:



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